No dia 30 de julho, Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, o Ir. Lauro Daros produziu uma carta que nos convida à consciência e ao compromisso diante de uma realidade que fere profundamente a dignidade humana. Com informações atualizadas, ele nos ajuda a compreender a gravidade desse crime e aponta caminhos de esperança e ação.
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Neste dia, somos convidados a refletir e agir contra o tráfico de pessoas. Essa prática é considerada pela ONU – Organização das Nações Unidas a terceira atividade ilegal mais lucrativa do mundo, atrás apenas do tráfico de drogas e de armas.

Quem são as vítimas do tráfico de pessoas?
De acordo com dados das Nações Unidas, cerca de 70% das vítimas do tráfico humano são mulheres, adolescentes e crianças. Essas pessoas são frequentemente aliciadas para a exploração sexual, o trabalho escravo, o casamento forçado, a servidão doméstica e até mesmo o tráfico de órgãos.
O papel da tecnologia
Na última década, a tecnologia digital ampliou ainda mais o alcance desse crime. Fóruns online, redes sociais e aplicativos têm sido utilizados como ferramentas para recrutar, anunciar e vender pessoas, o que exige uma vigilância constante e ações de prevenção e denúncia por parte da sociedade.
Por que o tráfico de pessoas ainda acontece?
Entre as mais evidentes estão o desemprego, a pobreza, o endividamento, a baixa escolaridade, a fragilidade no combate ao crime e o desconhecimento da população sobre o tema.
Como identificar e enfrentar o problema?
A Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil produziu a cartilha “Nas Trilhas do Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas” baseada na metodologia “Ver, Julgar e Agir”, que ajuda a compreender a complexidade da temática do tráfico de pessoas e quais são as possibilidades de prevenção, denúncia, incidência política, bem como da assistência e acolhida às vítimas.
⛪ A resposta da Vida Religiosa e da Igreja
Diante dessa realidade, a Vida Religiosa Consagrada tem atuado de forma ativa no enfrentamento ao tráfico de pessoas. Uma das principais iniciativas é a Rede Internacional Talitha Kum, ligada ao Vaticano, que articula ações em diversos países. No Brasil, essa missão é assumida pela Rede Um Grito pela Vida, com sede em Brasília e presença em diversas regiões do país. Seu lema nos inspira: “Enfrentar o tráfico de pessoas é nosso compromisso” e é liderada pela CRB – Conferência dos Religiosos o Brasil. Conheça mais: https://redeumgritopelavida.crbnacional.org.br/
No Brasil, em 2024, a CNBB promoveu uma edição especial da Campanha da Fraternidade, cujo tema foi “Fraternidade e Tráfico Humano”, com o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5, 1)”.
Um apelo do Papa à ação
No dia 8 de Fevereiro de 2024, por ocasião do 10º Dia Mundial de Oração e Reflexão Contra o Tráfico de Pessoas, o Papa Francisco destacou: “Sabemos que é possível combater o tráfico de pessoas, mas precisamos chegar à raiz do fenômeno, erradicando as suas causas (…) É um apelo para não ficarmos parados, mobilizarmos todos os nossos recursos na luta contra o tráfico e restituirmos plena dignidade às vítimas!”

