Irmãos Maristas dão dicas de leitura no Mês da Consciência Negra

O Mês da Consciência Negra é sempre um tempo oportuno para aprofundarmos, ainda mais, nossos compromissos coma justiça racial, a formação integral e a vivência do carisma marista no Brasil. Mas essas pautas são importantes durante o ano todo, ok? Neste post, reunimos dicas de leitura dadas pelos Irmãos Maristas Aderlan Nascimento e Nathan da Costa, que podem enriquecer o letramento racial de outros Irmãos e leigos(as) maristas, fortalecendo uma prática educativa e pastoral mais consciente, inclusiva e, até mesmo, comprometida com o Evangelho.

 

 O que é letramento racial?

Falar de letramento racial é especialmente importante durante o mês da consciência negra, quando toda a sociedade brasileira é chamada a refletir sobre as desigualdades raciais e sobre nosso papel diante delas.

 

O termo é amplamente difundido no Brasil graças a contribuições de inúmeras autoras intelectuais e pesquisadoras como, por exemplo, Djamila Ribeiro, Cida Bento, Sueli Carneiro e Neusa Santos Souza, que explicam o conceito como a capacidade de compreender como o racismo estrutura a sociedade, reconhecendo privilégios, desigualdades e práticas discriminatórias, além de desenvolverem repertório crítico e ético para enfrentá-las.

 

Assim, o letramento racial é um caminho que fortalece a missão marista: formar pessoas conscientes, empáticas e comprometidas com o bem comum. E no mês da consciência negra, essa prática ganha ainda mais força e sentido.

 

Dicas de leitura dos Irmãos Maristas

A seguir, apresentamos integralmente as sugestões enviadas pelos Irmãos Aderlan Brandão Nascimento e Nathan da Costa, que reforçam a urgência e a beleza de construirmos juntos uma cultura antirracista no cotidiano das nossas obras e comunidades.

 

O Jesus Negro, do pastor Henrique Vieira | “É um convite à desconstrução e a deixarmos o julgamento. Ele apresenta um Jesus humano, ‘gente como a gente’, que assume a condição humana. Cristo assumiu a causa de todos, sofreu por todos. O racismo é um pecado que precisa ser combatido.”

 

A democratização do colo, de Eliane Cavalleiro | Gosto deste por sermos educadores, precisamos avançar protegendo as infâncias. Esse livro é fruto de escuta realizada durante os 20 anos em que a autora atuou na educação infantil.

 

Irmão Valeriano Maria | A vida do Irmão é uma história que nos faz repensar algumas atitudes, sobretudo acolher — e que bom que hoje avançamos um pouco.

 

O pacto da branquitude, de Cida Bento | “Este livro aborda como, numa sociedade racista como a nossa, há um pacto silencioso entre pessoas brancas não aliadas à causa antirracista para manter seus cargos de poder e destaque, demonstrando a diferença de tratamento do mercado de trabalho para pessoas pretas e brancas.”

 

Como ser um educador antirracista, de Bárbara Carine | “Este livro ajuda familiares e professores não apenas a não serem racistas, mas a combaterem esse mal que atinge a nossa sociedade desde as mais tenras idades. Busca não apenas uma inclusão de pessoas pretas no ambiente escolar, mas um convite à mudança do nosso jeito de fazer escola.”

 

O avesso da pele, de Jeferson Tenório | “Indico esse livro porque ele traz, em forma de romance, a história de muitas crianças pretas de nosso país, pois aborda temáticas sobre parentalidade, complexas relações raciais e identidade. O livro aborda a história de um menino que teve seu pai assassinado numa trágica abordagem policial e, a partir desse momento, ele começa a fazer um resgate do passado da família, refazendo o caminho trilhado por seu pai.”

 

Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro | “O Manual apresenta uma introdução direta e acessível ao enfrentamento do racismo no cotidiano. Em 11 passos, a autora explica como o racismo estrutura a sociedade brasileira, convida à reflexão sobre privilégios, aponta a importância de escutar vozes negras, de revisar práticas individuais e institucionais e de agir de forma consciente para transformar realidades”.

 

Se a cidade fosse nossa, de Joyce Berth | “É um livro que provoca uma reflexão sobre quem realmente ocupa, decide e transforma os espaços urbanos. A autora discute como raça, classe e gênero influenciam o direito à cidade e revela como pessoas negras, periféricas e, sobretudo, mulheres enfrentam barreiras para existir plenamente nesses espaços”.

 

Salvação: Pessoas Negras e o Amor, de bell hooks | “Investiga como pessoas negras constroem, vivem e significam o amor em uma sociedade marcada pelo racismo. A obra discute feridas históricas, afetos negados, solidões impostas e a dificuldade de se enxergar digno de amar e ser amado. Ao mesmo tempo, apresenta caminhos de cura coletiva, reconexão com a autoestima, fortalecimento das relações e descoberta do amor como prática política, espiritual e de liberdade”.

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